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27/02/2004 00:19
Sinto um fúnebre desespero
Um aterrador abismo em minha inútil alma
Lançando sobre mim, uma leve agonia
Que me consola sob a luz do luar
Então, morrerei com minhas palavras que nunca foram ditas
Maldito seja o anjo que minha vida salvou um dia
Lúgubre ser! Abstrato, surreal, caótico, gótico, mas belo
E agora, nas profundezas da insanidade
Busco por redenção
Para só então, ser velado com minhas emoções
Com meus desejos sendo arrancados violentamente
Pelos vorazes vermes
Que só esperavam a oportunidade, o momento certo
Sou agora um corpo em putrefação
Sepultado com meus secretos sentimentos
E na ascenção de meu ser, sob a luz do luar
Levarei comigo, as mais tristes lembranças
De uma mórbida existência
Que lentamente é lançada
No abismo do esquecimento
enviada por ÐevaneiØ
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